Livro de Nair Benedicto, com produção gráfica de Fausto Chermont, é lançado no FestFotoPoA

Começou nesta semana, e vai até 30 de novembro, o 6º Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre (FestFotoPoA). Com o tema “A Experiência Coletiva”, o evento reúne diversos trabalhos de fotógrafos renomados do Brasil e do exterior. A homenageada desta edição é a jornalista e fotógrafa paulistana Nair Benedicto, que está lançando seu livro “Vi Ver”.

 

Parte da instalação que exibe os trabalhos de Nair Benedicto. Foto: Fausto Chermont

Nair foi a primeira mulher a participar, na década de 1970, de manifestações comportamentais, sempre usando a fotografia como “arma”, que até então era exclusividade do universo masculino. Modificou, por meio da fotografia, a visão que se tinha da cultura popular noturna, das classes minoritárias e, principalmente do papel da mulher neste universo.

Fausto Chermont, fotógrafo representado pela galeria Wall Me!, fez a produção gráfica do livro e esteve no FestFotoPoA. Nair e Fausto já haviam trabalhado anteriormente em outros projetos. Em 1991, eles fundaram, junto com outros fotógrafos, o Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAfoto), grupo que promove o Mês Internacional de Fotografia de São Paulo, que acontece em maio.

Para Fausto, o trabalho atual foi particularmente motivador. “Estive bastante envolvido com o “Vi Ver”, inclusive, apresentei para a Nair o diretor de arte do livro, o Ricardo Tilkian, que é meu amigo”. O fotógrafo conta ainda que cuidou desde o tipo de papel até os detalhes de acabamento gráfico do livro.

A exposição reúne os trabalhos mais importantes de Nair Benedicto. Foto: Fausto Chermont

A relação de Fausto e Nair é antiga e frutífera. “A gente criou há 21 anos o ‘Mês Internacional de Fotografia de São Paulo’, que foi o primeiro festival a ter uma continuidade no Brasil. Hoje já existem os festivais do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e de Porto Alegre, que está na 6ª edição.

Na galeria Wall Me!, Fausto Chermont apresenta a série de fotografias “Paisagens”, em que lança um olhar sobre a grandiosidade de cenas encontradas tanto na natureza quanto em ambientes urbanos.

Em janeiro deste ano, Fausto lançou, pela Editora Terra Virgem, o livro “São Paulo Século XXI”, com fotografias da cidade de São Paulo registradas entre 1999 e 2009. As 67 imagens que compõem a edição apresentam uma visão particular sobre São Paulo, transpondo a arquitetura e o caos urbanístico para o campo das artes visuais, propondo ao leitor uma reflexão sobre o crescimento da maior metrópole do País.

Conheça  o trabalho de Fausto Chermont na Wall Me!

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No Dia Mundial da Fotografia, um pouco de história

Bem-vindo! Hoje estamos estreando o site da Wall Me!, aproveitando o Dia Mundial da Fotografia. No elenco desta galeria online estão fotógrafos renomados que utilizam técnicas diversas para levar arte até você, tudo com um preço bastante acessível!

Aqui no blog, vamos manter você informado sobre tudo que rola no mundo da fotografia, divulgar exposições e mostrar o trabalho de nossos profissionais! Primeiro, um pouco de história!

Em 1837, o pintor francês Louis Daguerre desenvolveu o primeiro processo fotográfico a receber uma patente: o daguerreótipo. A técnica ganhou reconhecimento oficial dois anos após sua invenção, em 19 de agosto de 1839, data que ganhou o título e é comemorada até hoje como Dia Mundial da Fotografia. E como funciona o daguerreotipo? Neste processo, uma lâmina de prata dá lugar ao rolo de filme tradicional e a revelação, diferente do funcionamento simples de hoje, é feita com vapor de mercúrio.

Daguerreótipo de 1848. A conhecida foto do escritor Edgar Allan Poe feita pouco tempo antes de sua morte.

No Brasil, temos o carioca Chico Costa como um dos principais fotógrafos que ainda utilizam esta técnica.

Outros processos fotográficos históricos têm seus representantes na galeria Wall Me!. O fotógrafo Marcelo Lerner utiliza a platinotipia em suas obras da série “Platinas”, disponível em nosso acervo de obras. Nesta técnica, a imagem é obtida de forma parecida com o daguerreótipo, mas, no lugar de uma lâmina de prata, se usa um papel coberto com material à base de platina. Lerner conta que este processo enriquece a obra final: “a platinotipia é uma coisa única, que agrega valor e se torna uma particularidade da fotografia”.

A fotografia “Espinho de Judeu”, do artista Marcelo Lerner, faz parte da série “Platinas”, disponível na Wall Me!

Com orgulho da técnica, Lerner completa: “a série Platinas já foi exposta em vários lugares e é uma das minhas preferidas. Na Wall Me! eu fiz uma tiragem mais moderna, em fine art, em papel de algodão. Apresento uma versão mais acessível, simulando a original da maneira mais fiel possível”. A galeria Wall Me! comercializa os trabalhos do artista em uma espécie de “simulação” da platinotipia original, datada de 1873. Uma versão original da impressão teria um custo muito mais elevado e seria menos acessível.

Para finalizar, temos o cianótipo, que na Wall Me! tem a fotógrafa Laura Ryan como sua representante. O processo, criado pelo cientista inglês John Herschel, em 1842, pode usar tanto papel quanto tecido como suporte para a imagem. A cor ciano (azul) dá nome a este processo e é predominante no resultado da fotografia.

“Church”, fotografia de Laura Ryan, integra a série Cianótipos da Wall Me!

Conheça um pouco mais sobre os fotógrafos da Wall Me! e seus processos de criação!

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